SP: 27/07/16 – 14h

Pequi: do Cerrado mineiro para o mundo

Conheça um pouco sobre o fruto que está conquistando um público cada vez maior, protegendo o bioma no cerrado mineiro e incrementando a renda de quem vive do agronegócio na região

por Fernando Aires

pequi1No cerrado do Norte de Minas Gerais, uma fruta tem conquistado cada vez mais o mercado nacional e também internacional: o Pequi e seu creme já caiu no gosto inclusive dos japoneses e tem ajudado a incrementar a renda das famílias que vivem do agro-extrativismo na região.

A fruta é do tamanho de um tomate e possui a cor amarela da polpa e o cheiro característicos. O nome vem da língua tupi e significa “pele espinhenta”. Isso porque sua casca é verde e tem uma camada de espinhos finos. Embaixo da polpa encontra-se uma amêndoa, também utilizada para alimentação e extração de óleo.

pequi2Mais precisamente no Mosaico Sertão Veredas Peruaçu (MSVP), em Minas, o extrativismo é imprescindível para manutenção da biodiversidade em um bioma constantemente ameaçado. A última safra, colhida entre dezembro de 2015 e fevereiro deste ano, rendeu quase 2 toneladas e meia de polpa da fruta que foram comercializadas em várias regiões do Brasil e inclusive com o Japão.

O sucesso após a remessa de safras à “terra do Sol nascente”, se deve ao trabalho da Cooperativa dos Agricultores Familiares e Extrativistas do Vale do Peruaçu – COOPERUAÇU, que conta com o apoio da Central do Cerrado. Em São Paulo, o fruto pode ser encontrado no Mercado de Pinheiros por meio da Central do Cerrado, no box dos biomas.

A Cooperaçú foi fundada em marços deste ano, conta com 60 sócios fundadores que representam 11 comunidades do Peruaçu e envolve todas as associações comunitárias da região.

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