SP: 15/07/17 – 9h31

Padilha diz que partidos mais fiéis no Congresso merecem “maior consideração” do governo

Da Redação

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Em mais um sinal de que o governo avalia fazer em breve uma reforma ministerial, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta sexta-feira que os partidos da base aliada que têm dado maior apoio ao Executivo em votações no Congresso merecem uma “maior consideração” do Palácio do Planalto.

O comentário do ministro ocorre um dia após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de um parecer que rejeita a autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue a denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva, com partidos do chamado centrão votando em peso a favor do governo, enquanto PSDB e PSB ficaram rachados.

“Por certo, os partidos que têm maior representatividade dentro do Congresso em favor do governo têm que ter maior consideração do governo e isso será analisado no devido tempo”, disse Padilha em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Por enquanto, a posição do presidente Michel Temer é pedir que apoiem as posições do governo e no devido momento essas posições serão avaliadas”, acrescentou.

Reportagem da Reuters publicada na noite de quinta-feira aponta que Temer prepara uma reforma ministerial a fim de desalojar da Esplanada partidos que tenham traído o governo, cedendo esses espaços para legendas que votarem em peso contra a denúncia do presidente. O governo deverá promover as mudanças após a votação em plenário, marcada para 2 de agosto.

Ministro da Casa Civil, Eliseu PadilhaNa entrevista desta sexta, Padilha buscou contemporizar a situação dos tucanos e socialistas. Na CCJ, os deputados do PSDB –partido que ocupa 4 ministérios, dentre eles as cobiçadas Cidades e Secretaria de Governo– deram apenas dois dos sete votos contra a autorização. O PSB, que ocupa o Ministério de Minas e Energia, outro constante alvo de assédio dos aliados, garantiu apenas dois dos quatro votos que tinha.

Segundo o ministro, o governo quer conquistar na votação em plenário da denúncia os votos de integrantes do PSDB e do PSB que não apoiam o governo. “Não se tem que falar, neste momento, de reforma ministerial”, ponderou.

Questionado especificamente sobre as traições dos tucanos, ele disse que cabe ao presidente analisar a situação, por ser quem “disponibiliza os ministérios e os cargos”.