SP: 12/06/18 – 8h40

Maia diz que natural é conversar com PSDB em caso de desistência, mas não descarta outras alianças

Reportagem de Maria Carolina Marcello

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante reunião em BrasíliaO presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato à Presidência da República pelo DEM, Rodrigo Maia (RJ), afirmou nesta segunda-feira que em caso de desistência de participar da disputa pelo Planalto, o caminho “natural” e mais provável seria procurar o PSDB para uma aliança, mas não descarta conversas com outros partidos.

Maia, que reconhece a complexidade para tornar sua candidatura mais competitiva até pouco antes do início das convenções partidárias, disse que decidirá que rumo tomar na primeira quinzena de julho.

“O natural, se a minha decisão e a do partido for, lá para o início da primeira quinzena do mês de julho, for não disputar a eleição, o mais provável é que a gente tenha uma conversa primeiro com o PSDB”, disse, ao ser questionado sobre eventual aproximação do DEM com o presidenciável do PDT, Ciro Gomes.

“Não que outras conversas não possam existir e não possam levar o partido para uma outra aliança”, disse, lembrando que o DEM é “historicamente” mais próximo do PSDB e do seu pré-candidato, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin.

Maia explicou que a indefinição do cenário desmotiva qualquer antecipação de movimento e garante que irá trabalhar para liderar o chamado campo de centro até meados de julho.

“Temos uma pretensão de disputar as eleições. A gente sabe que não é simples chegar em julho em uma posição melhor do que a posição que estou hoje”, reconheceu.

“Nós temos que ter humildade de entender que o nosso projeto não pode ser maior do que a nossa preocupação com a construção de um novo projeto para o Brasil.”

Para o deputado, que oscila entre 1 e dois por cento nos cenários da pesquisa Datafolha divulgada no domingo, tanto Alckmin quanto Ciro seriam bons presidentes, assim como ele próprio.

“Mas não é só uma questão de ser um bom presidente. É uma capacidade de aglutinar o maior número possível de forças políticas para vencer as eleições”, avaliou.