SP: 21/10/16 – 17h03

As transformações da Paris do século 19

Fotos: The Metropolitan Museum of Art, New York

Considerado um dos fotógrafos mais talentosos do século 19, Charles Marville registrou com sua câmera as enormes transformações sofridas por Paris no período. Esta foto mostra o horizonte da capital francesa por volta de 1856. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Considerado um dos fotógrafos mais talentosos do século 19, Charles Marville registrou com sua câmera as enormes transformações sofridas por Paris no período. Esta foto mostra o horizonte da capital francesa por volta de 1856. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Cem das fotografias de Marville estão reunidas na mostra “Charles Marville: Photographer of Paris” (“Charles Marville: Fotógrafo de Paris”), em cartaz no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Esta, de 1859-60, mostra a Catedral de Notre-Dame. (The AIA/AAF Collection, Prints and Photographs Division, Library of Congress, Washington, D.C)

Cem das fotografias de Marville estão reunidas na mostra “Charles Marville: Photographer of Paris” (“Charles Marville: Fotógrafo de Paris”), em cartaz no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Esta, de 1859-60, mostra a Catedral de Notre-Dame. (The AIA/AAF Collection, Prints and Photographs Division, Library of Congress, Washington, D.C)

Na segunda metade do século 19, a cidade de Paris foi palco de um radical projeto de reforma urbana, lançado pelo imperador Napoleão 3º e colocado em prática pelo barão Georges-Eugène Haussmann.

Ruelas medievais estreitas desapareceram e deram lugar a amplos bulevares, áreas antigas foram demolidas para abrigar a nova cidade que começava a emergir.

Essa transformação foi documentada em detalhe por Charles Marville, considerado um dos fotógrafos mais talentosos do século 19.

Contratado como fotógrafo oficial da cidade em 1862, Marville registrou com sua câmera o desaparecimento da velha Paris e as mudanças físicas e sociais trazidas com a modernização.

Cem dessas fotografias estão reunidas na mostra “Charles Marville: Photographer of Paris” (“Charles Marville: Fotógrafo de Paris”), em cartaz no Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

“A obra de Marville é uma das primeiras e mais poderosas explorações da transformação urbana em larga escala”, dizem os organizadores da exposição.

“Esta exposição explora toda a trajetória de sua carreira fotográfica e lança luz sobre a extraordinária beleza e significado histórico de sua obra”, diz o texto de apresentação.

Em cartaz até 4 de maio, a mostra é acompanhada pela instalação “Paris as Muse: Photography, 1840s-1930s” (“Paris como Musa: Fotografia, 1840-1930″), que reúne 40 fotografias da coleção do museu para celebrar os primeiros cem anos de fotografia em Paris.

Marville documentou o desaparecimento de ruelas medievais, substituídas por amplos bulevares dentro do projeto de reforma urbana lançado pelo imperador Napoleão 3º e colocado em prática pelo barão Georges-Eugène Haussmann. Esta imagem foi capturada entre 1862 e 1865. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Marville documentou o desaparecimento de ruelas medievais, substituídas por amplos bulevares dentro do projeto de reforma urbana lançado pelo imperador Napoleão 3º e colocado em prática pelo barão Georges-Eugène Haussmann. Esta imagem foi capturada entre 1862 e 1865. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Contratado como fotógrafo oficial da cidade em 1862, Marville acompanhou o desaparecimento da velha Paris e as mudanças físicas e sociais trazidas com a modernização. Esta foto mostra as margens do Rio Bièvre em 1862. (Musée Carnavalet / Roger-Viollet)

Contratado como fotógrafo oficial da cidade em 1862, Marville acompanhou o desaparecimento da velha Paris e as mudanças físicas e sociais trazidas com a modernização. Esta foto mostra as margens do Rio Bièvre em 1862. (Musée Carnavalet / Roger-Viollet)

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Enquanto redesenhava o mapa de Paris, Haussmann também transformou a experiência urbana, instalando, entre outras inovações, ampla iluminação pública. “Quando deixou o cargo, Paris não era mais um lugar onde os moradores só se aventuravam a sair à noite se acompanhados de homens armados carregando lanternas”, diz o texto de apresentação da mostra. Esta foto é de 1864. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Marville nasceu em 1813 e começou a carreira como ilustrador de livros e revistas. Por volta de 1850, abraçou a fotografia. Apesar de ter fotografado em outros países, como Alemanha e Itália, a maior fonte de inspiração de seu trabalho era Paris, sua cidade natal. Acima, a Rue de Constantine em 1866. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Marville nasceu em 1813 e começou a carreira como ilustrador de livros e revistas. Por volta de 1850, abraçou a fotografia. Apesar de ter fotografado em outros países, como Alemanha e Itália, a maior fonte de inspiração de seu trabalho era Paris, sua cidade natal. Acima, a Rue de Constantine em 1866. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Pouco antes de morrer, em 1879, Marville tinha caído em relativa obscuridade. A maior parte de sua obra estava guardada em arquivos do governo. A foto mostra a Rue de la Bûcherie, no 5° Arrondissement, por volta de 1866. (National Galley of Art, Washington, Horace W. Goldsmith Foundation through Robert and Joyce Menschel)

Pouco antes de morrer, em 1879, Marville tinha caído em relativa obscuridade. A maior parte de sua obra estava guardada em arquivos do governo. A foto mostra a Rue de la Bûcherie, no 5° Arrondissement, por volta de 1866. (National Galley of Art, Washington, Horace W. Goldsmith Foundation through Robert and Joyce Menschel)

“Esta exposição explora toda a trajetória de sua carreira fotográfica e lança luz sobre a extraordinária beleza e significado histórico de sua obra”, diz o texto de apresentação da exposição sobre Marville. A imagem acima, capturada por volta de 1877, mostra a vista do alto da Rue Champlain, no 20° Arrondissement. (Musée Carnavalet / Roger-Viollet)

“Esta exposição explora toda a trajetória de sua carreira fotográfica e lança luz sobre a extraordinária beleza e significado histórico de sua obra”, diz o texto de apresentação da exposição sobre Marville. A imagem acima, capturada por volta de 1877, mostra a vista do alto da Rue Champlain, no 20° Arrondissement. (Musée Carnavalet / Roger-Viollet)

A mostra sobre Marville é acompanhada pela instalação “Paris as Muse: Photography, 1840s-1930s” (“Paris como Musa: Fotografia, 1840-1930”), que reúne 40 fotografias da coleção do Metropolitan Museum of Art. Acima, foto do britânico William Henry Fox Talbot, de 1843. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

A mostra sobre Marville é acompanhada pela instalação “Paris as Muse: Photography, 1840s-1930s” (“Paris como Musa: Fotografia, 1840-1930”), que reúne 40 fotografias da coleção do Metropolitan Museum of Art. Acima, foto do britânico William Henry Fox Talbot, de 1843. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

A instalação, criada para celebrar os primeiros cem anos de fotografia em Paris, reúne imagens de interiores, cenas de rua e arquitetura. Acima, obra do fotógrafo parisiense Nadar que mostra as catacumbas da cidade em 1862. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

A instalação, criada para celebrar os primeiros cem anos de fotografia em Paris, reúne imagens de interiores, cenas de rua e arquitetura. Acima, obra do fotógrafo parisiense Nadar que mostra as catacumbas da cidade em 1862. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Segundo os organizadores, a instalação explora como os artistas da época encontraram maneiras poéticas de registrar com suas câmeras as qualidades essenciais da cidade. Esta imagem, do fotógrafo francês Eugène Atget, mostra uma loja de vinhos em 1910. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Segundo os organizadores, a instalação explora como os artistas da época encontraram maneiras poéticas de registrar com suas câmeras as qualidades essenciais da cidade. Esta imagem, do fotógrafo francês Eugène Atget, mostra uma loja de vinhos em 1910. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Nascido em 1857, Eugène Atget influenciou o surrealismo com sua obra, considerada inovadora. A foto acima, de 1912, mostra espartilhos em uma vitrine no Boulevard de Strasbourg. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

Nascido em 1857, Eugène Atget influenciou o surrealismo com sua obra, considerada inovadora. A foto acima, de 1912, mostra espartilhos em uma vitrine no Boulevard de Strasbourg. (The Metropolitan Museum of Art, New York)

As duas exposições ficam em cartaz no Metropolitan Museum of Art até 4 de maio. Acima, obra da fotógrafa alemã Ilse Bing, de 1934, que mostra um poste de luz na Rue de la Chaise. (The Metropolitan Museum of Art, New York, © Estate of Ilse Bing, Courtesy Edwynn Houk Gallery)

As duas exposições ficam em cartaz no Metropolitan Museum of Art até 4 de maio. Acima, obra da fotógrafa alemã Ilse Bing, de 1934, que mostra um poste de luz na Rue de la Chaise. (The Metropolitan Museum of Art, New York, © Estate of Ilse Bing, Courtesy Edwynn Houk Gallery)